domingo, 21 de setembro de 2014

Arranquei de mim todas as palavras que queria dizer-te
Guardei-as, para que não te assustes ao lê- las
Eu sei
Sei que se as disser me foges
E quero-te tanto, que troco tudo por ter-te aqui
Não percebes nada, pois não?
Nem eu...
Deixa que as palavras guardadas me tomem de assalto o papel em que escrevo
Deixa que nestas madrugadas de insônia e insana saudade te pense em segredo
E que te ame com a melhor parte do coração, sem medo
Tatuado na alma
Onde ninguém te pode arrancar
Nem tomar o teu lugar.
Adelina Charneca

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