sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Poema azedo...


...e a violência das palavras
arroja-me aos pés do verbo
puxa-me ...-
empurra-me...
deixa-me partida ao meio...
abre-me o peito...
de onde jorram grandes pedaços de alfabeto
...abre-me a mente
como quem não o consente...
rasga-me a pele...
sabe-me a fel...
rompem-se as comportas...
e dos olhos sai poesia...
perfeito caudal...
entre beijos de algum dia...
solta-se o jeito
fecha-se o peito...
desnudaste-me o ventre
e eu pari...
pari amor...
rimei com dor...
fechei-me ...
exilei-me...
parti...
e não olhei mais para o que vi!
Adelina Charneca*

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