quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Todas as manhãs são Outono




...todas as manhãs escuto a tua voz...
em todos os lugares onde vá...
...assaltam-me as lembranças de nós...
...em todas as musicas que escuto..
estás...
o tempo passa e o teu perfume...
permanece...
o relógio implacável marca o tempo a correr...
há que esquecer...
esquecer para poder viver...
...o cair da folha nas árvores...recorda-me,
que...
em cada final sempre existe um renascer...
o eterno é efémero...
o efémero já nada é...
resta...
nada resta...
só ...só recordações...
recordações e soluços...
soluços escondidos...
na garganta ...nos olhos...
nas mãos vazias...
nos pés que estão sem caminho...
nos cabelos ao vento,
ao vento...
esse vento que sussurra ao meu ouvido
palavras que não entendo...
não quero entender o que me diz...
nem que me leve mais onde já fui feliz...
...neste lugar desconhecido é onde fico...
e o vento insiste e repete...
...o teu nome...???
Adelina Charneca*

Sem comentários:

''PARA QUE NÃO DIGAM QUE NÃO FALEI DE POESIA'' Recordo o dia em que no mítico Teatro Tivoli se ouviram inesperadamente as pa...