domingo, 16 de dezembro de 2012

No espaço...sem espaço!



Do escuro que a janela me mostra
Surge o teu rosto
Desafiando-me a segui-lo
Não vejo por onde?
Mas...
O desafio está estampado no escuro da janela
Onde de repente julgo ver  o teu rosto...
Sorrindo para mim
Com sorrisos de esperança
Com vontade de me fazer brilhar os olhos
Com vontade de me restituir a vontade de viver
No teu rosto(no escuro da janela)vejo a esperança
Nas tuas palavras leio apenas o que ensejo
E...
na tua voz...
...na tua voz
escuto apenas o silêncio.
Deixa que o escuro da janela te leve para longe
ele não me trás nem uma luz por ténue que seja
o escuro que avisto da janela
e que me lembra o teu rosto
É  escuro demais para mim!
Adelina Charneca

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