sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Entardecer sem poesia



Cai a tarde aqui no vale
Estes entardeceres sem poesia
Deixam-me na saudade
Essa,
Que me deixaste em ferida exposta
Sangrando todos os dias
Agonizante
Pedindo
Antes a morte que tal sorte
O sol esbate-se no meu rosto cansado
Vincado pela firme decisão
De não sentir
Deixar-me morrer por dentro.
Sem poesia não existo
Sem a tua poesia no meu entardecer
não resisto
Decido desaparecer
O rumo perde-se
Penso em  escrever
Não chegam palavras
Chegam inundações
Tempestades
Chuvas torrenciais
As leituras deixam-me em prantos
Não quero chorar mais
Enxuga-me o rosto
Seca os meus lábios
Sorve-lhe a vida
Mas...
A poesia ao entardecer
Onde está
a  tua poesia no meu viver?
(EU)Adelina Charneca
17-08-2012
19.00h

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