quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015


A fio de ouro bordei estrelas nos teus olhos,
com mel,me eternizei nos teus lábios
pintei de prata o teu sorriso
e a vermelho sangue,
gravei na tua pele o meu nome
amei-te entre lençóis de alpaca
conservei o teu calor em recordações de nós
em bronze,
ergui no coração uma estátua
com pés de barro desfeito em pó,
na chuva bailávamos de noite
ao som da nossa voz apaixonada
ao calor do frio em ti me aquecia
sonhando primavera de amor semeada
flor nascida na solidão inesperada,
dia a dia te espero em qualquer lado
esquecendo a despedida sem adeus
sonho com o luar prometido
na semente de um amor nunca vivido
vasos de flores,palavras baratas
chuva de verão,
amor proibido!
Adelina Charneca

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