terça-feira, 5 de junho de 2012

Lá longe numa nuvem


Lá naquela nuvem que se desfaz perante os meus olhos
Lá...
Estão lágrimas do meu céu

Soam gritos de sonhos de olhos abertos
Despertos
E sempre em espera
E na espera o tempo consumiu a esperança,
A esperança que havia
De remendar os buracos
Que o tempo foi deixando degradar
No meu vestido branco que não existiu
e...
que assim mesmo está manchado
das mãos sujas que o tempo enegreceu.
Tempo injusto
Que em mim passou devagarinho
Sulcando o meu rosto e o meu corpo
Com marcas indesejáveis
Marcas que jamais poderão ser apagadas
Ou remediadas
Com o tudo da minha estadia
Que no tempo  se esgotou
Em mim
(EU)
04-06-2012
17.30h

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