quinta-feira, 9 de outubro de 2014




Cultivo a tarde sem despedir o dia e saudar a noite
espero -te no mesmo lugar de sempre
abraço a espera do teu beijo no meu,
e sorrio, ao balançar do coração apaixonado
que bate em compasso assustado
as palavras são estranguladas de silêncio
no vocabulário do medo de amar-te
e na ausência de ti em  mim,
quero-te para sempre,
como a  terra quer a semente
bailaremos juntos ,
a valsa eterna de notas musicais sem dó
agarrados como gémeos sem alma comum,
mas siameses sem separação
assim me diz o coração!
Adelina Charneca

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