sábado, 21 de julho de 2012

Ainda que...



Mesmo que estejam os caminhos desertos
E que os silêncios ecoem da tua voz
Mesmo que nos jardins murchem todas as flores
Que as estrelas de noite não brilhem
Até mesmo que sequem os rios
Que a surdez não deixe escutar a música
Até se as andorinhas não voltarem na primavera
O que importa apenas
E que as nossas mãos chorem de saudade
Que as nossas bocas queiram beijos
Que o nosso corpo peça o  abraço
Que o meu espaço se esvazie sem o teu
Na imensidão dos meus olhos
Recordo o teu meigo olhar
Para que...
Antes que os dias terminem
Exista de novo em nós fogo ardente
De desejo,
Dando razão á nossa existência.
Adelina Charneca
(EU)
19-07-2012
13.30h


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