segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Roubar e não pedir resgate




Na solidão do meu alpendre
Recordo-te
Num final de tarde distante
Enquanto me balanço
No balouço de jardim
És um sonho interrompido a meio
Foste um oásis terno e acolhedor
Ganhei-te aqui no vale das vinhas
E não sei onde te perdi
Quando,nem porquê
Incompleto desejo forjado no céu
Incontrolado  furto
De um simples e perfeito amor
Sem resgate
Seria só meu e teu
De poesia trajado
Com beijos de sabor a’’doce’’
Doce amargo,que talhou
No fundo do abismo
Onde o acaso o deixou
Amor resgatado 
De nada nem coisa nenhuma!
(EU)Adelina Charneca
03-09-2012
21.00h

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