Dizer de tudo sem sentir compromisso com o tudo que digo...
__É isso que me apetece;
__Fazer de cada palavra um acto de amor em que se entrelaçam letras que falam desse sentimento tão sublime que foi capaz de se deixar esmagar ...
__Mistura de afecto e ternura que agora recebo através dos buracos do meu velho casaco que envergo para me proteger do imenso frio que me trespassa e perfura o ser,transformo-o em escudo ainda que não se note o esforço de não deixar passar mais perturbação e que lhe causou tal estrago,deixando-o assim irremediavelmente esburacado e à mercê dos olhares de compaixão...
(EU)
20-11-2011
19.45h
domingo, 20 de novembro de 2011
In(constante)
A rapidez com que as palavras passam e bailam em frente aos meus olhos faz-me acreditar que perdi o vocabulário de emoções e que ele deu lugar a um outro de frieza abstracta,vazia de sentidos que se fixa como se fosse rio de enchentes vagarosas com águas turvas e barrentas carregadas de lama dispersa à minha volta sulcando-me como plaina em mão de carpinteiro que perdeu as medidas da obra que tem em mãos.
Sai de mim o vocabulário perdido com as conjugações de verbos que desconheço e que não perdem a razão de existir assim mesmo desconhecidos.Conjugo amor com dor,e alegria com apatia,rimo esquecer com recordar e,amar-te com passado,só depois vejo que está tudo errado e não consigo perceber se o erro sou eu ou o que eu construo,castelos,muralhas,desertos,cidades ou campos floridos a perder de vista?!
(EU)
20-11-2011
19.ooh
Sai de mim o vocabulário perdido com as conjugações de verbos que desconheço e que não perdem a razão de existir assim mesmo desconhecidos.Conjugo amor com dor,e alegria com apatia,rimo esquecer com recordar e,amar-te com passado,só depois vejo que está tudo errado e não consigo perceber se o erro sou eu ou o que eu construo,castelos,muralhas,desertos,cidades ou campos floridos a perder de vista?!
(EU)
20-11-2011
19.ooh
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Deserto
Vive em mim um deserto que se alimenta de oásis inexistentes,pouco a pouco cola-se-me à pele uma sede que não consigo explicar ou traduzir,inundo-me de águas sorvendo-as com a concha da mão deixando escorrer gotas que me caiem aos pés como se pedissem perdão por não bastarem ao meu corpo sequioso...
(EU)
18-11-2011
22.30h
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Sem...
Sinto-me como se fosse uma enorme casa vazia em que apenas o que a enche são destroços de uma batalha travada impiedosamente que estará supostamente vencida...
Tudo o que havia aí dentro foi esmagado,torcido,arrancado e sufocado até ao último suspiro,agora nada mais resta que uma bela lembrança do bater acelerado do coração,do calor que ora sobe ora desce ruborizando as faces,da ansiedade do toque mesmo apenas e só um toque de mãos,um olhar demoradamente tímido ou até do beijo que nunca existiu,do sonho de desejar o que não podia ser desejado,o sentimento de posse que se foi antes de ser,uma casa testemunha de sonhos sonhados ao vento,sonhos que de tanto serem sonhados chegaram a parecer reais,sonhos que não passaram de o ser...
__Sonhos!!!
(EU)
07-11-2011
18.30h
Tudo o que havia aí dentro foi esmagado,torcido,arrancado e sufocado até ao último suspiro,agora nada mais resta que uma bela lembrança do bater acelerado do coração,do calor que ora sobe ora desce ruborizando as faces,da ansiedade do toque mesmo apenas e só um toque de mãos,um olhar demoradamente tímido ou até do beijo que nunca existiu,do sonho de desejar o que não podia ser desejado,o sentimento de posse que se foi antes de ser,uma casa testemunha de sonhos sonhados ao vento,sonhos que de tanto serem sonhados chegaram a parecer reais,sonhos que não passaram de o ser...
__Sonhos!!!
(EU)
07-11-2011
18.30h
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Espero
As aves rodopiam em círculos apertados piando ruidosamente ,
como carnívoros sobre a carniça...
__Demonstram uma cegueira estranha e difícil de entender ,
tento abstrair-me da cena deprimente e concentrar-me nas palavras que insistentemente me surgem no pensamento.
Mas...
Não consigo dizer em tempo útil tudo quanto penso,
o pensamento supera e muito a velocidade da luz,
ultrapassa-me e não me espera,
preciso correr até alcançá-lo para que nenhuma palavra se perca.
__Vou no sonho das palavras,
concentro-me no voo das aves e nos seus círculos ruídosos,
sinto-me em cada uma destas piruetas,
as das palavras e as das aves e sinto a chegada acontecer por breves momentos.
Momentos!!!
Por momentos senti que tudo era obra do momento que em mim se fez vida
Espero em ti,em mim,em nós,
espero...
(EU)
02-11-2011
15.00h
como carnívoros sobre a carniça...
__Demonstram uma cegueira estranha e difícil de entender ,
tento abstrair-me da cena deprimente e concentrar-me nas palavras que insistentemente me surgem no pensamento.
Mas...
Não consigo dizer em tempo útil tudo quanto penso,
o pensamento supera e muito a velocidade da luz,
ultrapassa-me e não me espera,
preciso correr até alcançá-lo para que nenhuma palavra se perca.
__Vou no sonho das palavras,
concentro-me no voo das aves e nos seus círculos ruídosos,
sinto-me em cada uma destas piruetas,
as das palavras e as das aves e sinto a chegada acontecer por breves momentos.
Momentos!!!
Por momentos senti que tudo era obra do momento que em mim se fez vida
Espero em ti,em mim,em nós,
espero...
(EU)
02-11-2011
15.00h
Nuvens...
Nas nuvens leio o teu nome,
são tantas letras que me perco e de perder-me
me esgoto nos dias que terminam sempre iguais à forma como começam,
pensando-te
e sem poder alcançar-te
contento-me com a lembrança dos bons momentos,
das gargalhadas felizes que juntos demos
talvez de outras tantas que o futuro nos reserva___
Pinto os lábios de vermelho vivo e desafio-te a beijá-los
como se sempre o tivesses feito no tempo antes do tempo se esgotar em nós.
As vidas que nos foram permitidas lamentam-se das dores que lhe são infligidas
como se de auto flagelação se tratasse,
dão gritos de desespero
arregalam os olhos
é a fome dos tempos que o tempo lhe impôs ...
Quero de ti tudo o que é meu
em ti resta tudo o que é nosso.
As nuvens já acordaram e jorram água
como se dois pulsos tivessem sido cortados
com traços horizontais talhados em dor da alma
que me contas
e que te magoa daqui até ao fim do mundo...
(EU)
02-11-2011
17.30h
são tantas letras que me perco e de perder-me
me esgoto nos dias que terminam sempre iguais à forma como começam,
pensando-te
e sem poder alcançar-te
contento-me com a lembrança dos bons momentos,
das gargalhadas felizes que juntos demos
talvez de outras tantas que o futuro nos reserva___
Pinto os lábios de vermelho vivo e desafio-te a beijá-los
como se sempre o tivesses feito no tempo antes do tempo se esgotar em nós.
As vidas que nos foram permitidas lamentam-se das dores que lhe são infligidas
como se de auto flagelação se tratasse,
dão gritos de desespero
arregalam os olhos
é a fome dos tempos que o tempo lhe impôs ...
Quero de ti tudo o que é meu
em ti resta tudo o que é nosso.
As nuvens já acordaram e jorram água
como se dois pulsos tivessem sido cortados
com traços horizontais talhados em dor da alma
que me contas
e que te magoa daqui até ao fim do mundo...
(EU)
02-11-2011
17.30h
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Ruído no silêncio...
Quando o silêncio é maior
E a saudade é gigante
Sinto o ruído da dor
Doendo no dia,distante...
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
No silêncio em que estou envolvida busco ruídos que possam trazer-te de volta ao meu espaço,
outrora ocupado por tanto do que me deixavas.
Outrora,
esse outrora pertence ao passado que teimo em manter vivo,
como a chama sempre acesa do meu olhar que te procura com cansaço e sem alegria.
Um sorriso sem expressão sai de mim sem quase se fazer notar,
é um sorriso triste demais para que se possa chamar assim.
Uma lágrima me rola na face de pele já madura ,
naturalmente madura,
seca como areia do deserto,
bebo de imediato essa lágrima que por ti corre em mim,
água salgada que me deixa doce e tranquila na espera do momento em que vamos juntar-nos de novo,
tudo se aquieta,
penso-te assim e tenho-te aqui!!!
(EU)
1-11-11
11-11h
E a saudade é gigante
Sinto o ruído da dor
Doendo no dia,distante...
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
No silêncio em que estou envolvida busco ruídos que possam trazer-te de volta ao meu espaço,
outrora ocupado por tanto do que me deixavas.
Outrora,
esse outrora pertence ao passado que teimo em manter vivo,
como a chama sempre acesa do meu olhar que te procura com cansaço e sem alegria.
Um sorriso sem expressão sai de mim sem quase se fazer notar,
é um sorriso triste demais para que se possa chamar assim.
Uma lágrima me rola na face de pele já madura ,
naturalmente madura,
seca como areia do deserto,
bebo de imediato essa lágrima que por ti corre em mim,
água salgada que me deixa doce e tranquila na espera do momento em que vamos juntar-nos de novo,
tudo se aquieta,
penso-te assim e tenho-te aqui!!!
(EU)
1-11-11
11-11h
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