sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Os poetas(Poema escrito no Café Bar Jamaica,Madrid)



Os poetas são para ser amados
Não são para ser possuídos
Os poetas são como almas penadas
Não são para ser traídos
Os poetas são do mundo para o mundo
Não são para atirar ao fundo
Os poetas são como aves inocentes
Não são para tratar como dementes
Os poetas são um horizonte infinito
Não são só para escrever bonito
Os poetas também amam
Também são gente
Os poetas também abanam
Sentem-se na dor pungente
Os poetas não são perfeitos
São apenas...
Gente.
(EU)
07-03-2012
15.30h

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Sol de madrugada



Hoje o sol visitou-me
Sim
Visitou-me fora de horas
Diria que foi um sol da madrugada
Ainda eu dava voltas procurando o abraço de Morpheus
Trouxe-me palavras e musica
O meu sol que anda completamente tapado por nuvens
De vez em quando brilha
E eu gosto
Mesmo que seja fora de horas
Melhor tê-lo que não tê-lo
Inspira-me tanto este ‘’sol’’da madrugada
Das horas tardias
Dos assaltos ao vale dos sonhos
Gosto deste brilho que ele me deixa no olhar
Do sorriso que me sai sem com isso contar
Gosto tanto ,tanto tanto...
Ah! se gosto
O meu sol de madrugada vem para me inspirar!!!
(EU)Adelina Charneca
30-08-2012
12.00h

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Sinto-te perto



*aconselho a escutarem a musica enquanto lêem o texto

Anoiteceu meu amor
A lua está em crescendo
Olha bem para ela
Parece que nos chama
Parece dizer
Venham,venham
Pressinto-te perto
E ela repete,venham
Cumpram todos os vossos desejos
Façam tudo que têm de fazer
Vivam se a vossa vontade é viver
Corro descalça para ti
Esperas-me
A lua poisou nos teus olhos
(que eu amo)
A minha boca poisou na tua
Soltei os cabelos ao vento
Percorreste-os com os dedos
Demos as mãos,colamos os corpos
Caminhamos num abraço eterno
Tão ao longe...
Mas perto!
(EU)Adelina Charneca
29-08-2012
18.00h

domingo, 19 de agosto de 2012

Músculo rebelde



Tenho o musculo todo esburacado
 Como se de um casaco velho se tratasse
O músculo bombeador de vida está na sucata
Ferro velho que se apronta para ser abatido
 Amálgama ferrosa sem força 
Suja poluição poluindo o ar
Lixo toxico que me lixa por dentro e por fora
Me tira o sorriso me embaça  o olhar
Musculo teimoso e insistente
Desiste vá lá
Ou melhor não desistas mas dá uma volta
Como se fosse uma rotunda
Entra e volta a sair
Não saias é de viver
Isso não
Vá lá coragem...
Dou-te um empurrãozinho
Vaiiiiiiiii!
(EU)
19-08-2012
19.15h


(Rio) e peço



Peço ao rio que te traga
rogo-lhe em prece divina
que me escute,que me sinta
o rio vai e não escuta
corre desenfreadamente
galga dunas e rochedos
alimenta os peixes
bebe das algas
não alimenta o meu grito
estamos de costas voltadas
rio calmo de águas turvas
leva-me contigo
dá-me o teu abrigo
abraça-me com força
faz-me criar raiz
como se fosse flor de lotus
submergindo no meio do nada
Branca,rosa,lilás,verde ou vermelha
dá-me da tua seiva de vida
e floresce em mim.
(EU)Adelina Charneca
19-08-2012
01.00h

Recordações



Hoje o vento uiva,rosna
Sopra daqui e dali
Move tudo aqui por dentro
Está –me rallhando eu sei*
O vento tras-me um cheiro
Cheiro de final de tarde
Cheiro de abraço desabraçado
Cheiro de abraço que não foi dado
Troca  de beijos inesperados
Sabores surpresa
De morango e mel
Dados,roubados
Amargados
Sabem a fel
Seriam de bom sabor
Se trocados com amor
O vento corta-me o ar
Eleva-me o pensamento
Na vontade ‘’de ficar’’
Apenas escutando-o
Escuto teu nome
A sonhar.
(EU)Adelina Charneca
19-08-2012
13.30h

Domingo feliz



Neste domingo queria apenas dar-te um bom dia
Receber uma rosa no pequeno almoço
Sentar-me despenteada na tua frente
Olhar-te com olhos inchados de amor
Ver-te sorrir  para mim
Sorrirmos um ao outro sem que nenhum som fosse audível
Sabermos exactamente porque sorríamos em silêncio
Conhecermos todos os nossos cantos
Todos os nossos olhares
Cheirarmos a noite,a lençóis de linho
Com pétalas de rosas
De várias cores
Nas cores de que teríamos pintado
O nosso amor,em flor.
(EU)Adelina Charneca
18-08-2012
11.45h

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Entardecer sem poesia



Cai a tarde aqui no vale
Estes entardeceres sem poesia
Deixam-me na saudade
Essa,
Que me deixaste em ferida exposta
Sangrando todos os dias
Agonizante
Pedindo
Antes a morte que tal sorte
O sol esbate-se no meu rosto cansado
Vincado pela firme decisão
De não sentir
Deixar-me morrer por dentro.
Sem poesia não existo
Sem a tua poesia no meu entardecer
não resisto
Decido desaparecer
O rumo perde-se
Penso em  escrever
Não chegam palavras
Chegam inundações
Tempestades
Chuvas torrenciais
As leituras deixam-me em prantos
Não quero chorar mais
Enxuga-me o rosto
Seca os meus lábios
Sorve-lhe a vida
Mas...
A poesia ao entardecer
Onde está
a  tua poesia no meu viver?
(EU)Adelina Charneca
17-08-2012
19.00h

O ARCO DA VELHA



Queria encontrar o arco iris
Perguntar-lhe o porquê
De me descolorir a vida
Porque me roubou todas as cores
Porque me dobrou e inventou
Num mundo de mil dores
Porque o arco iris é um invejoso
Aparece,esconde-se
sempre contando
Histórias da velha arca
Não mas contem que já as sei
Essas da velha aliança
Que trazem sol ou chuva
De as saber já me cansa
Não as quero ...
Quero cor
Preciso colher a flor
Para me colorir
Das cores que o velho arco me roubou
(EU)Adelina Charneca
17-08-2012
09.10h

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

É fácil

Hoje mirei-me ao espelho e descobri
fitando-me com espanto
que tudo que já vivi
é demais, e só contando...
...sou mulher
fui comprar filhos ao super mercado
Apresento-os em sociedade
mas esqueço de dizer
que tudo foi facilidade
comprei-os numa caixa de ovos
assim
não me doeram a parir
ahahahaah... deixa-me rir
contem-me as rugas
contem as minhas lágrimas
a minha solidão
trabalhem no duro 8 horas por dia
demorem mais duas na viagem
ahhhhhh...a viagem?
essa é que nos trama
paralelamente aos carris do comboio
existe um desejo
mas...
logo ali à frente há um super mercado
Vamos  lá
comprar mais um filho
afinal não custa nada ser mãe...
paga-se na caixa e já está
tem-se de imediato filhos criados
para mostrar à sociedade
sem trabalhos dobrados
(EU)Adelina Charneca
16-08-2012
23.30h



Ausência

É dor que dói sem ser dor
No jardim da tua  glória
É uma alma como flor
São capítulos de uma  história
É nascer todos os dias
viver sem ter direcção
almas de vida vazias
separadas do coração
Partirá de mim para sempre
doendo nas noites de frio
agasalho-me tremente
sonhando horas a fio
fecho os olhos e desejo
tocar teu rosto com o meu
na tua mão dar um beijo
julgando estar ao céu...
(EU)Adelina Charneca
16-08-2012
23.00h


Que mão é esta?



Aqui onde me tens visto,
Não voltarás a ver-me
Agora o mundo já não precisa de mim
Existo   noutro local mais belo
Existo não existindo
Vejo-te sem ser vista
Contemplo-te adorando-te
Quis...
pois quis
Mas morri...
Parti daqui
Nem deste pela minha falta
Sei...
Sei que nunca comigo contavas
Mas...
Assim mesmo dói-me ter que partir
Deixando-te só...
Mais só que nunca
Apenas eu
Te observo
Guardo uma estrela para ti
Um dia juntar-nos-emos
E aí nos entenderemos
Seremos eternamente’’nós’’
(EU)pela   mão não sei de quem...
Adelina Charneca
16-08-2012

terça-feira, 14 de agosto de 2012

...(EU)...



Queria ser como ela
Ter o poder de olhar os montes
De voar nos céus
De beijar as fontes
Ahhh...se eu pudesse voar
Se eu pudesse...ia...
Nem sei bem onde
Mas esperava-te junto ao luar
Pousava bem no alto do horizonte infinito
E...ia ...
Beijava-te
E...ia
Contava-te tudo que está por dizer
E levava-te comigo
Fazíamos tudo que está por fazer
Voaria contigo
Pelo maravilhoso azul e branco
De vermelho vestida...
Por ti  despida
Irias nas minhas asas
Dentro do meu coração
Pendurava-te no bico
E íamos
De mão na mão
Em busca do que temos
E não vivemos
Porquê?
Porque eu não sei voar
Para ti.
(EU)Adelina Charneca
14-08-2012
10.00h

sábado, 4 de agosto de 2012

A(MAR)-TE



Que ao longe(mesmo longe)
O meu grito faça eco 
E se funda com o teu
E que em nós se faça amor.
O amor que sentimos 
Que merecemos 
No a(mar)de amor 
Fundido num ser
Num corpo
Num abraço
Num beijo
Num sussurro
Num olhar
No respirar o teu e o meu amor(AMOR)
Que o bailado dos nossos corpos 
Seja eternamente(nosso)
Na lembrança
Na esperança de voltarmos ao sítio em que ficamos 
E...
De nós por todo o sempre
(sermos)
O que queremos e desejamos tanto...
...amor!
Adelina Charneca
04-08-2012
10.00h

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Sede


Tenho sede...
Bebo-te em pequenos goles
Delicio-me com o sabor que me deixas
A minha boca degusta cada pedaço de ti
Em mim
Assim...
Como quem canta uma canção de amor
Ou até declama um poema sedutor
De um trago delicio-me com beijos de mel
Que me deixam com múltiplos arrepios na pele
Múltiplas sensações saciantes
Como não tinha experimentado
Antes
Mas...
antes não  conhecia
Antes não  sabia
Agora que  sei  
Não te tenho onde tanto te amei...
Tenho-te no coração
Mas...
Não te tenho aqui
À  mão!
Adelina Charneca
03-08-2012
22.30h